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Plataforma de Apoio a Gestão Estratégica - PAGE/UCB
Projeto: “Validação de Metabólitos da Microbiota Intestinal como Biomarcadores para Predição de Resposta Terapêutica e Apoio à Decisão Clínica no Tratamento do Câncer de Mama no SUS”
| Coordenador(a): | ROSANGELA VIEIRA DE ANDRADE ![]() |
| Vigência: | 10/09/2026 a 10/09/2028 |
| Situação: | Ativo |
| Programa/Curso: | Ciências Genômicas e Biotecnologia - Stricto Sensu |
| Agência: | Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal |
| Edital: | Chamada Pública n.º 4/2025 - FAPDF/PRES/GAB (PPSUS) |
| Chamada | Chamada Única |
Resumo:
| Câncer de mama representam um desafio crescente à saúde mundial devido a sua malignidade e prevalência. Para o Brasil, foram estimados 73.610 novos casos em 2023, com um risco de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres. No contexto da doença localmente avançada e para alguns estádios iniciais a adição da quimioterapia neoadjuvante é um tratamento padrão. A presença da resposta patológica completa após o tratamento neoadjuvante, embora não validado foi reconhecido como um potencial desfecho substituto para previsão de benefício clínico de longo prazo, como sobrevida livre de doença (SLD) e sobrevida global (SG). No entanto, uma parcela de paciente, mesmo quando tratados corretamente, não atingem resposta patológica completa e permanecem em alto risco de recorrência e morte por câncer. Assim, o entendimento dos fatores associados à resistência primária à terapia nessa população é urgente. Estudos anteriores sugerem que o sistema imunológico é fundamental para o resultado de pacientes com câncer de mama localizado tratados com quimioterapia padrão. A microbiota intestinal foi reconhecida como um modulador mestre do desenvolvimento do sistema imunológico. Nesse contexto, nosso grupo caracterizou o microbioma intestinal de 100 pacientes com câncer de mama em estágio inicial que receberam quimioterapia neoadjuvante. Entre esses, 50 pacientes receberam tratamento no Dana-Farber Cancer Institute, em Boston, EUA, e os outros 50 receberam tratamento no Hospital Sírio- Libanês em Brasília e São Paulo e no Hospital Universitário de Brasília (HUB). O microbioma intestinal foi analisado por sequenciamento de amplicon 16S rRNA para caracterizar a diversidade α (índice InvSimpson index) e β (weighted UniFrac distance metric), bem como a composição taxonômica. Fatores prognósticos clínico-patológicos, resposta patológica completa, ausência de carcinoma invasivo na mama e nos gânglios axilares, linfócitos infiltrantes de tumor estromal foram também avaliados. A microbiota intestinal é um ator crucial que pode interagir com o hospedeiro por meio da produção de um reservatório diversificado de metabólitos. Os metabólitos derivados da microbiota intestinal são pontos-chaves que conectam o microbioma intestinal e a progressão do câncer, principalmente pela remodelação do microambiente tumoral e pela regulação das principais vias de sinalização nas células cancerígenas e em múltiplas células do sistema imunológico. Classes específicas de metabólitos derivados da microbiota, notadamente ácidos biliares, ácidos graxos de cadeia curta, aminoácidos de cadeia ramificada, N-óxido de trimetilamina, triptofano e derivados de indol, como a melatonina, vêm sendo estudado e demostrando associoação com alterações na composição e função da microbiota intestinal em diversas doenças ligadas a distúrbios metabólicos. Assim, esta proposta tem como objetivo caracterizar e entender o papel na patogênese das principais classes de metabólitos derivados da microbiota nessas pacientes com câncer de mama tratadas com quimioterapia em estágio inicial que receberam quimioterapia neoadjuvante. Uma vez caracterizados representarão potenciais biomarcadores para diagnóstico e prognóstico precoce, bem como alvos promissores para o desenvolvimento de novas ferramentas terapêuticas para o câncer de mama. |
Equipe:
Orçamento Aprovado:
| Valor Total | R$ 0,00 |
