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Plataforma de Apoio a Gestão Estratégica - PAGE/UCB
Projeto: DESENVOLVIMENTO DE CONJUGADOS APOBDs-AMP PARA TRATAR INFECÇÕES INTRACELULARES DE MACRÓFAGOS CAUSADAS POR BACTÉRIAS NOSOCOMIAIS MULTIRRESISTENTES
| Coordenador(a): | OCTAVIO LUIZ FRANCO ![]() |
| Vigência: | 28/12/2023 a 31/12/2026 |
| Situação: | Ativo |
| Programa/Curso: | CIÊNCIAS GENÔMICAS E BIOTECNOLOGIA |
| Agência: | Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico |
| Edital: | CNPq nº 14/2023 - Apoio a Projetos Internacionais de Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação |
| Chamada | Chamada Única |
Resumo:
| As infecções nosocomiais são infecções hospitalares que se desenvolvem em pacientes dentro de 48 horas após a hospitalização. Aproximadamente 1 em cada 10 pacientes adquirem esses tipos de infecções, resultando em aumento dos custos médicos devido a vários fatores. Entre os mais comuns estão o prolongamento da internação, complicações médicas, exames diagnósticos e tratamentos. As infecções hospitalares mais comuns incluem bacteremia, infecções pós cirúrgicas, pneumonia, pneumonia associada à ventilação mecânica, entre outras. Um dos maiores problemas associados a esse tipo de infecção está atrelado a patógenos multirresistentes, o que aumenta a morbidade e a mortalidade. Entre os patógenos bacterianos mais comumente associados estão Staphylococcus aureus resistente à meticilina, Clostridium difficile e enterococos resistentes à vancomicina, entre outros. Vários desses patógenos multirresistentes são bem conhecidos por causar infecções intracelulares em células do sistema imunológico (por exemplo, macrófagos e neutrófilos). As infecções intracelulares de macrófagos são difíceis de tratar porque os antibióticos convencionais tendem a ter pouca penetração nas células de mamíferos. Como resultado, a resposta imune fica comprometida, levando ao desenvolvimento de novas infecções. Além disso, como as bactérias permanecem protegidas, as infecções agudas podem se tornar crônicas e recorrentes. Atualmente, o tratamento com antibióticos é a terapia padrão utilizada para o manejo de infecções causadas por bactérias. O problema do uso de antibióticos para tratar essas infecções é que seu uso indiscriminado leva ao desenvolvimento desses microrganismos multirresistentes, portanto, seu uso para tratar esses patógenos tem pouca eficácia. Por esses motivos, é necessário o desenvolvimento de fármacos diferentes dos antibióticos convencionais, focados no tratamento de infecções intracelulares de macrófagos que podem ser usados de maneira segura em humanos. O desenvolvimento de peptídeos antimicrobianos (AMPs) surgiu como uma alternativa devido ao seu amplo espectro de ação. No entanto, existem algumas limitações ao uso de AMP, uma vez que podem apresentar baixa estabilidade, biodisponibilidade e toxicidade. Para aumentar a entrega de AMP no espaço intracelular, as vesículas extracelulares (EVs) surgiram como uma estratégia inovadora e eficiente. Em particular, corpos apoptóticos (ApoBD) são vesículas secretas por células que naturalmente exibem atração por macrófagos. Esse recurso torna os ApoBDs atraentes para aumentar a entrega de moléculas específicas para infecções intracelulares de macrófagos causadas por bactérias multirresistentes. A depuração, biodistribuição e biodisponibilidade de candidatos a fármacos, incluindo AMPs, demonstraram ser altamente dependentes do sistema de entrega implementado. Portanto, o empacotamento de AMP em vesículas de transporte (por exemplo, ApoBD) é promissor para o desenvolvimento de novos tratamentos contra infecções intracelulares. Para isso, é importante poder desenvolver cada um dos pontos-chave do projeto orientado por diferentes especialistas em cada área, onde também pode ser auxiliado pela utilização de equipamentos e infraestruturas específicas das diferentes universidades e centros de investigação envolvidos no projeto. Dessa maneira, a Universidade de Antioquia atenderia aos primeiros passos de purificação das vesículas e avaliação in vitro. Na Universidade de Lisboa será possível avaliar as características biofísicas dos conjugados. Por fim, tanto na Universidade da Pensilvânia (EUA) como na Universidade Católica Dom Bosco, será realizada a etapa dos testes em modelo in vivo. |
Equipe:
| 1 - OCTAVIO LUIZ FRANCO - Pesquisador Interno | ![]() |
Orçamento Aprovado:
| Valor Total | R$ 0,00 |
