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Projeto: Influência da medicação pré-anestésica sobre os parâmetros eletrocardiográficos em cães: comparação entre duas metodologias de posicionamento de eletrodos (Santilli e Londe) com correlação ecocardiográfica
Coordenador(a): LUIZ GUSTAVO FLORENCIO
Vigência: 01/10/2026 a 30/09/2027
Situação: Ativo
Programa/Curso: Medicina Veterinária - Bacharelado
Agência: Universidade Católica de Brasília
Edital: UCB 050/2026
Chamada UCB 050/2026
Resumo:
A eletrocardiografia é exame obrigatório na avaliação de risco pré-anestésico em cães, mas a metodologia de posicionamento dos eletrodos empregada na medicina veterinária deriva de adaptações do modelo humano, concebido para um bípede e transposto ao quadrúpede sem considerar a real orientação do coração no tórax canino. Em 2025, Londe propôs, a partir da eletrovetorcardiografia, uma disposição de eletrodos concebida especificamente para a anatomia torácica do cão, demonstrando, em 90 animais, diferenças significativas de voltagem em relação ao método convencional de Santilli e colaboradores (2019). Paralelamente, sabe-se que os fármacos da medicação pré-anestésica — fenotiazínicos, agonistas alfa-2, opioides e anticolinérgicos — alteram frequência cardíaca, condução atrioventricular e duração da repolarização ventricular. Na rotina hospitalar, o traçado pré-anestésico é frequentemente obtido após a sedação, mas interpretado contra valores de referência estabelecidos em animais conscientes, erro sistemático cuja magnitude nunca foi quantificada. Não há, até o momento, estudo que verifique se a alteração induzida pela medicação pré-anestésica é captada com a mesma fidelidade por diferentes arranjos de eletrodos.
Este estudo clínico observacional, prospectivo e longitudinal, com medidas repetidas intra-animal em delineamento fatorial 2 × 2, será conduzido sobre a casuística da rotina anestésica eletiva da Clínica-Escola CatólicaVet. Cada animal atuará como seu próprio controle e será submetido a morfometria torácica, ecocardiograma transtorácico e quatro registros eletrocardiográficos de três minutos: dois antes da medicação pré-anestésica, um por cada metodologia de posicionamento em ordem contrabalançada por sorteio, e dois depois, mantida a mesma ordem. Serão mensuradas amplitudes e durações das ondas P, Q, R, S e T e do ponto J, intervalos PR, QT e QT corrigido, duração e somatório do complexo QRS, eixo elétrico médio e ocorrência de arritmias. A meta é de 60 animais, com mínimo de 30 definido por cálculo amostral, correspondendo a até 240 registros eletrocardiográficos. A análise empregará modelos lineares de efeitos mistos com os fatores método, momento e sua interação, complementados por análise de concordância de Bland-Altman, coeficientes de correlação intraclasse e correlação das variáveis eletrocardiográficas com as ecocardiográficas.
Esperam-se três resultados: valores de referência institucionais para a variação eletrocardiográfica atribuível à medicação pré-anestésica, aplicáveis de imediato à leitura de traçados obtidos após a sedação; a primeira validação independente, em condições clínicas e sob influência farmacológica, da disposição de eletrodos proposta por Londe; e um banco institucional de traçados pareados com laudos ecocardiográficos, recurso permanente para o ensino e para pesquisas subsequentes. O projeto não depende de recursos financeiros, dispõe de equipamento e casuística próprios e prevê a participação de dois estudantes de graduação em todas as etapas.
Palavras-chave: eletrocardiografia; medicação pré-anestésica; cães; posicionamento de eletrodos; ecocardiografia; risco anestésico.
Equipe:
1 - ALANA SILVA MELO - Aluno
2 - Bruno Pereira Lustosa - Pesquisador Externo
3 - FABIO DI LAURO RIGUEIRA - Pesquisador Interno
4 - GYOVANNA KAROLINE SOARES PACHECO - Aluno
5 - Jacqueline Paiva Resende - Pesquisador Externo
6 - LUIZ GUSTAVO FLORENCIO - Pesquisador Interno
7 - Vanya Ribeiro Vieira - Pesquisador Externo
Orçamento Aprovado:
Valor TotalR$ 0,00